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Operadora Logística paranaense vê oportunidades em meio à pandemia e conquista novos contratos
Operadora Logística paranaense vê oportunidades em meio à pandemia e conquista novos contratos| Foto: Divulgação assessoria de imprensa

Na contramão do cenário pessimista que vive o setor de transportes, a paranaense Cargolift Logística tem conquistado espaço no mercado, mesmo em meio à pandemia do coronavírus. Enquanto 80,6% das empresas brasileiras do ramo tiveram queda de demanda, a companhia curitibana fechou seis novos contratos nos últimos dois meses, e investiu R$ 2,3 milhões em frota, além de outros valores voltados à tecnologia.

Os novos contratos fechados pela Cargolift irão demandadar 25 mil viagens ao longo de dois anos, entre portos, aeroportos e centros de distribuição. Em abril, a empresa adquiriu mais 26 novos semirreboques para contêineres, um investimento de R$ 2,3 milhões, e hoje conta com 542 carretas, 100% delas com a tecnologia IoT (Internet das Coisas).

Os veículos são equipados com diferenciais tecnológicos, que têm sido um dos motivos para que a companhia siga atuante em meio à crise no setor, de acordo com Markenson Marques, CEO da Cargolift.

"Desde a criação da empresa, sempre colocamos as inovações tecnológicas como estratégias principais para novos mercados. Nesse período de crise, aceleramos o processo de transformação digital e isso tem agradado aos clientes", falou.

Entre as novidades está a CARGOagenda, um serviço de agendamento de carga e descarga 100% digital, que pode ser acessado por motoristas pelo smartphone. Além disso, cerca de 32% das 15.000 viagens mensais da empresa já são coordenadas 100% por via digital pelo CCOMatrix, que é uma Central de Controle Operacional.

Marques não revelou números, mas garantiu também um grande valor direcionado à tecnologia que tem sido feito nos últimos meses e que isso será uma tendência no segundo semestre de 2020. "Nossos investimentos vão duplicar até o final do ano", revelou.

Cenário preocupante para o setor

Dados da Pesquisa de Impacto no Transporte - Covid-19, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), nesta semana, revela que após três meses de pandemia, as transportadoras estão em situação preocupante. Apenas em maio, 80,6% das empresas tiveram queda de demanda, além de, quase dois terços delas (61,2%), indicarem que a retração foi significativa. Foram ouvidas 619 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais de transporte entre 5 e 10 de junho,em todo o Brasil.

Apesar de sofrer uma retração significativa de 82% em abril, a Cargolift Logística tem conseguido recuperar território. Caso não houvessem sentido os efeitos por conta da pandemia do coronavírus, os novos trabalhos da empresa representariam, um crescimento de 7,5% no volume de negócios da empresa, na comparação com 2019. Nos meses de maio e junho, houve uma recuperação de 22% e 38%, respectivamente. Os novos contratos representam, atualmente, 16% da demanda.

A diversificação também foi um diferencial. Antes da pandemia do coronavírus, o mercado da Cargolift era direcionado ao setor automotivo e empresas do segmento. No momento, a operadora logística atende e-commerce, varejo focado em alimentos para redes de supermercados, proteína animal e o setor de papel e celulose.

Em 2019 a Cargolift faturou R$ 290 milhões e cresceu 13% em receita. "É difícil falar em aumento em um ano atípico como este, mas acredito que no último trimestre de 2020 estaremos com um faturamento igual ao de um ano atrás", finalizou.

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