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O comandante Marcelo Damasceno também disse que tem uma relação “muito urbana” com Lula (PT) e que o petista tem “grande preocupação com o reaparelhamento das Forças Armadas”
O comandante Marcelo Damasceno também disse que tem uma relação “muito urbana” com Lula (PT) e que o petista tem “grande preocupação com o reaparelhamento das Forças Armadas”| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, disse que o comando da Força não pode se envolver diretamente com a política, mas tem “que apoiar a política do momento”. Damasceno também afirmou que os dez brigadeiros que compõem o Estado-Maior da Aeronáutica estão “muito focados em defesa aérea e preparação para a guerra” e não têm “desconfiança de nada” em relação ao governo Lula.

“Há uma grande confiança entre os dez do Alto Comando. Temos que trabalhar em apoio ao governo. Não tive nenhum movimento dentro da Força em que tivesse que tomar medida disciplinar por conta do momento político. Não podemos nos envolver diretamente com a política, mas temos que apoiar a política do momento. Não podemos deixar de ser felizes por quatro anos, esperando que o candidato A ou B se reeleja ou se eleja. A nossa atividade independe de governo. Somos força de Estado”, afirmou Damasceno em entrevista concedida ao jornal O Globo, neste domingo (11).

O comandante disse ainda que tem uma relação “muito urbana” com Lula (PT) e que o petista tem “grande preocupação com o reaparelhamento das Forças Armadas”.

Perguntado sobre a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, incluindo militares, o comandante disse não ter informação da inclusão de integrantes da Força Aérea na investigação.

“O Comando da Aeronáutica coaduna com a necessidade de uma investigação completa, garantindo a ampla defesa e o contraditório a todos os envolvidos, seguindo o necessário rito processual previsto no ordenamento jurídico vigente. Qualquer coisa que fira nossos diplomas disciplinares será punida. Para a Força Aérea, as notícias (sobre as investigações) vieram a confirmar o papel institucional e constitucional de nossa organização”, disse Damasceno ao afirmar que a Força Aérea se manteve isenta durante o governo Bolsonaro.

Damasceno chegou ao alto comando da Aeronáutica em 2020, durante o Bolsonaro.

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