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Líder da oposição na Câmara em 2023, deputado Carlos Jordy (PL-RJ) é alvo de operação da PF| Foto: Câmara dos Deputados

Diversos parlamentares do Partido Liberal (PL) publicaram mensagens em suas redes sociais de apoio ao deputado Federal Carlos Jordy (PL-RJ) que foi oprincipal alvona manhã desta quinta-feira de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) relacionada à operação Lesa Pátria, sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), afirmou que a situação é absurda. “Isso sim é uma violência contra um Poder. Invadir a casa e o gabinete de um parlamentar. E diga-se que um parlamentar que não cometeu crime, é um líder dedicado e, só por acaso, pré-candidato à Prefeitura de Niterói. Toda minha solidariedade a você, Carlos Jordy!”

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou “Ditadura”, ao repostar o vídeo. Vice-líder da oposição na Câmara, o deputado Maurício Marcon (PODE-RS) prestou sua solidariedade a um dos "deputados mais íntegros e corretos que este país tem".

Já o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), que é policial federal e presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, destacou a omissão do Congresso Nacional frente aos desmandos do STF. “Lesa Pátria é a omissão do parlamento brasileiro, que há 4 anos permite as intermináveis covardias e abusos de ministros do STF. Força ao corajoso e honesto líder da oposição Carlos Jordy e conte sempre comigo!”

Ao comentar o vídeo de Jordy, o deputado federal do PL de Goiás, Gustavo Gayer, disse que o Brasil se igualou à Venezuela, e declarou sua “total e irrestrita solidariedade ao nosso lider da oposição”. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), também declarou sua solidariedade ao correligionário. “O que estamos vivendo é um absurdo, uma perseguição descomunal a pessoas de bem. Deus é contigo, irmão!”

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que "estamos vivendo tempos sombrios, páginas da nossa história que acreditávamos fosse coisa do passado". Ele ainda disse que a "ação do Poder Supremo é evidente gesto de perseguição e violência política contra um parlamentar e o próprio Congresso. É a comprovação de um Poder sobre outro".

De acordo com o senador, uma ação como essa contra um parlamentar "somente se justificaria houvesse provas e fatos concretos e inequívocos pois, em não havendo, ameaça toda a oposição ao atual governo, com a intenção de calá-la e intimidá-la. A nossa democracia segue abalada pq alguns com o propósito de defendê-la a capturaram".

Senador pelo PL do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho ressaltou que é urgente o restabelecimento da ordem democrática no Brasil, com o "necessário reequilíbrio entre poderes, a transparência e o término de inquéritos excepcionais que viraram rotina". O senador afirmou que "esse clima inquisitorial" é incompatível com a democracia, que classificou como "tutelada" no Brasil.

Abusos representam risco à democracia

O ex-deputado Deltan Dallagnol, cujo mandato foi cassado pelo TSE em maio do ano passado, expressou sua preocupação com o ocorrido com Jordy. Em uma referência ao ato realizado pelo governo federal este ano, em memória ao 8/1, Dallagnol disse que em uma "democracia inabalada" as medidas são preocupantes por três razões:

  1. "As buscas aconteceram depois de o STF e Moraes sofrerem duras críticas pelo fato de que o STF não tem competência para julgar os réus do 8 de janeiro, sem foro privilegiado".
  2. "Se o deputado apoiou atos de protesto no 8 de janeiro, sem ter incentivado ou participado de crimes, seu comportamento é legítimo. Muitos protestos são feitos sem crimes serem praticados(...) Há provas efetivas de crimes ou há meros pretextos?"
  3. "A medida é bastante grave e foi tomada contra o líder da oposição na Câmara, um dos principais críticos do STF. Na democracia inabalada de Lula e do STF, isso será visto com normalidade? Se Moraes era alvo do 8 de janeiro e Jordy é um de seus principais críticos, tem isenção para decidir?"

Por fim, o ex-deputado conclui dizendo que os abusos cometidos pelo STF, que "estão se avolumando", representam o "verdadeiro risco" "para nossa democracia".

Deputado pelo PL de São Paulo, Luiz Philippe de Orleans e Bragança questionou se a ação de busca e apreensão seguiu o devido processo legal ou se foi iniciada monocraticamente. Ele ainda perguntou sobre o papel do Ministério Público, já que o juiz do STF não mais precisa dele. Ao fim de sua publicação, ainda defendeu a reforma do judiciário como uma "prioridade para o bem da verdadeira democracia e idoneidade das instituições".

Jordy afirma que ação visa as eleições municipais

As buscas realizadas pela PF no gabinete e na casa de Jordy em Brasília foram deflagradas na 24ª fase da Operação 24ª fase da Operação Lesa Pátria, na qual estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal emitidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da operação é identificar pessoas tenham planejado e financiaram os atos de 8 de janeiro de 2023.

Jordy, que foi o líder da oposição ao governo na Câmara dos Deputados em 2023, também publicou um vídeo em redes sociais no qual narra como foi a abordagem da PF e diz que a busca é “uma medida autoritária, sem fundamento, sem indício algum, que somente visa perseguir, intimidar e criar narrativa às vésperas de eleição municipal”.

O deputado alegou que é "inacreditável" a ligação que estão fazendo dele com o 8/1, e que o mandado de busca e apreensão emitido contra ele confirma um estado de "ditadura". Ele afirmou que em momento algum havia incitado ou falado para as pessoas que o 8/1 tinha sido correto.

“Em momento algum estive nos quartéis naqueles acampamentos, nunca apoiei nenhum tipo de ato tanto anterior ou depois, embora as pessoas tivessem todo o direito de fazer manifestações contra o governo eleito. É totalmente arbitrário", afirmou o deputado, classificando a operação como "medida autoritária" com "viés autoritário e intimidatório".

Ele ainda classificou a operação como "perseguição" dos adversários do governo, de olho nas eleições municipais deste ano, já que ele é pré-candidato à prefeitura de Niterói (RJ), sua base política.

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