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bwin - Comece o ano agendando seu check-up para prevenir doenças silenciosas
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A ida ao hospital ou ao consultório médico poucas vezes é tida como uma programação animadora. Uma dor de cabeça severa, fortes dores no peito ou, até mesmo, um desmaio repentino são sinais que costumam mudar a rota do dia e levar muitas pessoas ao hospital. Há, no entanto, quem prefira ficar longe da etiqueta escrito “paciente”. Sem sintomas, sem preocupações, certo? Nem sempre!

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As doenças silenciosas costumam ser mais letais, por serem identificadas apenas em estágios críticos. Doenças cardiovasculares, por exemplo, são a principal causa de mortes nas Américas, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. A hipertensão é uma das condições que causa doenças cardíacas e, nem sempre, apresenta sintomas claros e preocupantes. Na América Latina e no Caribe, pesquisas constatam que 28% das mulheres e 43% dos homens são afetados pelo quadro e não têm conhecimento, segundo a instituição.

Por isso, o check-up constante é fundamental para o conhecimento do paciente sobre o próprio quadro clínico. Médico do Hospital Pilar, clínico geral e cirurgião do aparelho digestivo, o Dr. Marcus Todesco esclarece os riscos sobre a falta de acompanhamento médico: “Você pode ter sintomas muito subjetivos e conviver com eles por muito tempo, porém, com repercussões sérias. Quando você faz o check-up, ainda que detecte o tumor, existem lesões que podem ter cura simplesmente pela descoberta precoce”.

Entre exames de sangue, de imagem e clínicos, o check-up consiste em uma varredura geral sobre as condições de saúde do paciente. A análise inclui diversas especialidades médicas como cardiologia, dermatologia, oftalmologia e avaliação nutricional. Para homens e mulheres, a diferença se dá pelos exames urológicos ou ginecológicos a serem realizados. Assim, a partir da visão geral sobre a saúde do paciente, o médico responsável identifica pontos a serem investigados ou um quadro que precisa apenas de manutenção.

Check-up X exames isolados

Em meio às tarefas do dia a dia, poucos se atentam a investigar a saúde sem sintomas preocupantes. Com isso, diversas especialidades são deixadas de lado ou, então, são alvo de atenção apenas em faixas etárias específicas. No entanto, fatores como histórico de doenças, genética familiar e hábitos de vida tornam as recomendações variáveis de caso para caso.

Vista a individualidade nas abordagens, de acordo com o especialista, a diferença entre realizar check-ups e exames isolados é relevante. “No check-up, o paciente tem uma consulta de retorno. Nela, ele recebe um panorama de como está sua saúde, com recomendações sobre a continuidade com outros exames ou não.
É muito mais abrangente”, explica.

Especialidades

Na grande lista de exames, diversas especialidades são abrangidas. A primeira avaliação é feita no próprio consultório. O Dr. Rafael Luis Marchetti é cardiologista do Hospital INC e ressalta a importância da análise clínica como primeiro passo para o check-up: “A partir da consulta já são identificados vários problemas passíveis de intervenção para diminuir o risco de doenças. Além disso, também são individualizados os exames complementares”.

Na cardiologia, o processo inclui exames como o teste ergométrico e o ecocardiograma. A atenção é para doenças como a hipertensão, arritmias cardíacas e isquemia silenciosa. “A doença arterosclerótica, por exemplo, é uma condição assintomática que consiste na formação de placas de gordura nas artérias. É um processo que pode seguir sem sintomas até um ponto crítico”, observa.

Já na oftalmologia, além da acuidade visual, o tratamento preventivo é também para a detecção de doenças mais graves, como o glaucoma. A dermatologia, por sua vez, tem como principal foco o câncer de pele. “Hoje, o câncer de maior prência dentre todos os tumores é o de pele. É extremamente importante que se faça o exame dermatológico uma vez por ano”, alerta Todesco.

A avaliação se estende ainda para especialidades como a nutricional, para verificação da composição corporal, hábitos alimentares e prevenção da obesidade, que é considerada um fator de risco para diversas doenças. Para os homens, a avaliação urológica tem grande foco nas doenças de próstata. E, para as mulheres, os exames ginecológicos incluem o preventivo de câncer de colo uterino, ultrassom pélvico, mamografia e demais análises acerca da saúde da mulher.

Quando realizar o check-up?

18 anos: Muitos jovens não realizam exames até completar a maioridade caso não apresentem sintomas de dor, incômodo ou alteração de comportamento. Segundo Marchetti, aos 18 anos, a recomendação é que seja realizada uma consulta médica para estudo do histórico familiar do paciente, análise médica e definição de métricas para o acompanhamento posterior.

18 aos 30 anos: Durante esse período, a indicação para a realização de acompanhamento médico não tem obrigatoriedade em relação à frequência. As avaliações são facultativas, já que dos 18 aos 30 anos a aparição de doenças silenciosas não é tão comum.

30 aos 35 anos: A partir dos 30 anos a indicação para a realização de check-ups médicos é anual. É importante que todas as especialidades sejam incluídas. Nesse período, ainda não são requeridos exames específicos para cada idade.

Dos 35 em diante: A partir dos 35 anos, para os homens, o check-up deve abranger também os exames urológicos com foco nas doenças de próstata, como a ecografia. Para as mulheres, a mudança vem aos 40, em que o acompanhamento deve abranger principalmente a ecografia e o ultrassom de mamas, segundo Todesco. Para ambos, aos 39 anos, a atenção maior também se volta às doenças do coração. “Do ponto de vista cardiovascular, a partir dos 39 anos aumenta bastante a prência de doenças. Então, recomendamos alguns exames complementares a partir dessa idade”, pontua Marchetti.

Exceções:

Para toda regra, existem as exceções. Pacientes com histórico de doenças ou histórico familiar devem seguir recomendações específicas. “As pessoas que têm histórico familiar de patologias como dislipidemia, diabetes, hipertensão, doenças cardiológicas e câncer têm uma obrigatoriedade maior, pois esse tipo de patologia requer uma visibilidade diferente”, explica Todesco.

Uma vez detectada uma doença ou algum ponto que precise de prevenção, o caminho é outro. Nesses casos, o check-up deve ser feito de acordo com a solicitação médica, independentemente da idade. “Hábito se perdem com o tempo, então recomendamos as consultas regulares não só para fazer a intervenção medicamentosa e exames de sangue, mas sim para tentar estimular os bons hábitos de vida”, complementa Marchetti.

A saúde no dia a dia

No entanto, mais do que uma investigação sobre as condições médicas do paciente, o check-up é sobre prevenção e conscientização. Fatores como o sedentarismo, diabetes, obesidade, tabagismo, hipertensão, alimentação não balanceada, hiperlipidemia e o sono inadequado são considerados um risco à saúde do paciente. Muitos deles, porém, podem ser controlados simplesmente pela escolha de bons hábitos.

Por isso, além de uma forma de prevenção, o check-up é utilizado também como uma ferramenta de conscientização. “A melhora na qualidade de vida e o melhor resultado do tratamento das doenças ocorre quando os pacientes entendem a doença e concordam com o médico. O paciente deve ser ativo tanto no processo de tratamento quanto no processo de prevenção”, observa o cardiologista.

CHECK-UP

Comece seu check-up sem sair de casa. Marque as alternativas que correspondem à sua realidade:

(  ) Realizo exercícios físicos regularmente

(  ) Tenho uma rotina de sono equilibrada

(  ) Tenho uma dieta balanceada

(  ) Tenho ciência sobre o histórico de doenças da minha família

(  ) Não sou tabagista

Qual foi o resultado? Agora, o próximo passo é dar continuidade ao seu check-up através do acompanhamento médico.

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