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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (12)
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (12)| Foto: EFE/EPA/TIM IRELAND

A Turquia não ratificará a adesão da Suécia à OTAN até outubro, anunciou nesta quarta-feira (12) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, depois de participar na cúpula da aliança atlântica em Vilnius, na Lituânia.

"Não sei quando é que isso vai acontecer, mas o Parlamento está de férias", disse Erdogan em entrevista coletiva transmitida ao vivo por várias emissoras de televisão turcas.

Erdogan frisou que antes da ratificação turca espera que a Suécia dê "passos concretos" na luta contra os membros da guerrilha Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e outros grupos que Ancara considera como terroristas.

Quando os deputados retornarem em outubro, terão também de analisar no Parlamento "muitos outros acordos internacionais e muitas propostas legislativas terão de ser discutidas", afirmou. O objetivo do seu governo é "concluir este processo o mais rapidamente possível", comentou.

O presidente do Parlamento "irá provavelmente concordar que este acordo [sobre a adesão da Suécia à OTAN] tem prioridade sobre outros acordos internacionais", disse Erdogan.

A adesão plena da Suécia à aliança atlântica exige a ratificação pelos parlamentos dos 31 parceiros, um passo que já foi dado por todos, exceto por Turquia e Hungria.

Há mais de um ano que Ancara bloqueia o processo, alegando que Estocolmo abriga "terroristas", referindo-se sobretudo aos membros do PKK, que também são considerados terroristas pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE).

Além disso, quer que o país nórdico combata as milícias curdas YPG, que também são consideradas terroristas devido às suas ligações estreitas com o PKK, embora sejam aliadas de Washington e de outros países ocidentais na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

Erdogan reiterou nesta quarta-feira as suas críticas aos governos que apoiam as YPG, ao acusá-los de manter uma "relação distorcida" com estas milícias que "mina a unidade e a integridade da aliança".

Neste contexto, pediu que "não discriminem entre organizações terroristas" e que "combatam a islamofobia".

No que se refere à aspiração da Suécia, o presidente turco disse esperar que Estocolmo dê alguns passos na direção exigida por Ancara.

"Identificamos os passos a serem dados em relação ao processo de adesão da Suécia. A Suécia irá apresentar um roteiro. Penso que iremos assistir a passos concretos por parte da Suécia", afirmou.

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