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O presidente da Rússia, Vladimir Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin| Foto: EFE/JOÉDSON ALVES

O Kremlin classificou nesta sexta-feira (15) como "politizada" a decisão do Conselho Europeu de abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia e alertou que isso poderia "desestabilizar" a União Europeia (UE).

“É claro que esta é uma decisão absolutamente politizada”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, na sua coletiva de imprensa telefônica diária.

O Conselho Europeu decidiu na quinta-feira (14) abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia, conceder o estatuto de país candidato à Geórgia e iniciar negociações com a Bósnia e Herzegovina "assim que for alcançado o grau necessário de cumprimento dos critérios de adesão".

Segundo Peskov, a UE sempre teve “critérios rígidos” para a adesão e atualmente “nem a Ucrânia nem a Moldávia os cumprem”.

“Sem dúvida, esses novos membros podem de fato desestabilizar a UE”, acrescentou, embora o próprio presidente russo, Vladimir Putin, já tenha considerado que a entrada da Ucrânia no bloco não representa uma ameaça para Moscou.

Na opinião de Peskov, as decisões da UE baseiam-se muitas vezes “em grande parte no desejo de causar ainda mais transtornos à Rússia”, neste caso criando antagonismo entre Moscou e as antigas repúblicas soviéticas com aspirações europeias.

O governo ucraniano, a oposição e a sociedade civil celebraram nesta quinta a decisão do Conselho Europeu de abrir negociações de adesão com Kiev como uma vitória para aqueles que lutam pela independência e pelo futuro democrático da Ucrânia.

A Moldávia, por sua vez, saudou a “nova página” da sua história e defendeu uma Europa “ainda mais forte e mais unida” com Chisinau e Kiev.

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