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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro: mudança na embaixada do país na Venezuela após escândalo de interceptações telefônicas.| Foto: EFE

O governo da Colômbia anunciou nesta segunda-feira (05) que Milton Rengifo Hernández, que trabalhou com o presidente Gustavo Petro entre 2012 e 2015, quando foi prefeito de Bogotá, será o novo embaixador do país na Venezuela. Ele substitui Armando Benedetti, que deixou o cargo em meio a um escândalo.

A chancelaria colombiana detalhou em um breve comunicado que o governo venezuelano concedeu sua "aprovação para a nomeação do senhor Milton Rengifo Hernández como embaixador extraordinário e plenipotenciário da Colômbia no país vizinho".

"Com o presidente Petro pode-se ter divergências e criticá-lo em várias facetas, mas em matéria de transparência ele é irrepreensível, vertical. Estive em sua UTL (Unidade de Trabalho Legislativo) de 1998 a 2010 e o vi, revoltado, tirar do escritório um lobista que foi oferecer dinheiro", escreveu Rengifo em um tweet retuitado pelo presidente.

O novo embaixador foi subsecretário de Meio Ambiente e Assuntos Locais na prefeitura de Petro em Bogotá e também atuou como seu assessor na época.

Saída de Benedetti

Na sexta-feira passada, Petro anunciou a saída do governo de sua chefe de gabinete, Laura Sarabia, e de Benedetti, por estarem envolvidos em um escândalo de interceptações telefônicas e possível abuso de poder.

Benedetti foi um dos primeiros políticos de fora da esquerda a apoiar a candidatura presidencial de Petro em 2022 e sua influência eleitoral na costa atlântica foi essencial para o triunfo do atual presidente.

Após a vitória eleitoral, o presidente o nomeou embaixador na Venezuela em agosto do ano passado.

O escândalo ganhou força no domingo depois que a revista “Semana” publicou alguns áudios que Benedetti enviou a Sarabia nos quais ameaçava revelar segredos sobre o financiamento da campanha presidencial de Petro, que garantiu ontem à noite que não recebeu dinheiro do narcotráfico e que o governo não fez nada ilegal.

Nos áudios, que causaram comoção no país, o ex-embaixador também lembra a Sarabia que levantou "15 bilhões de pesos" para a campanha de Petro e comenta que, se falar e contar quem financiou sua campanha na costa atlântica, todos vão acabar na cadeia.

Petro assegurou ontem que Sarabia “tem recebido uma enorme pressão que desconhecia”, razão pela qual “deve ter sofrido e sofre muito”.

“Nas duas entrevistas, Benedetti afirma que ajudou a conseguir doações para a campanha e que não houve irregularidades”, destacou o presidente, acrescentando que sua direção de campanha rejeitou "muitas doações e, de acordo com os critérios da lei, outras foram aceitas".

“A maior parte do financiamento da campanha foi feito com empréstimos de bancos comerciais”, frisou.

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