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O Departamento de Estado dos EUA proibiu quatro agentes envolvidos no envenenamento de Alexei Navalny de entrar no país
O Departamento de Estado dos EUA proibiu quatro agentes envolvidos no envenenamento de Alexei Navalny de entrar no país| Foto: Unsplash

Os Estados Unidos sancionaram nesta quinta-feira (17) quatro agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) por seu envolvimento no envenenamento em 2020 do líder da oposição russa Alexei Navalny, condenado este mês a mais 19 anos de prisão.

O Departamento de Estado dos EUA proibiu Alexei Alexandrov, Konstantin Kudryavtse, Ivan Osipov e Vladimir Panyaev de entrar no país.

Além disso, o Departamento do Tesouro americano bloqueou todos os bens e ativos que essas pessoas possam ter nos EUA e as proibiu de realizar transações com eles.

“A tentativa de assassinato contra Alexei Navalny em 2020 demonstra o desprezo do Kremlin pelos direitos humanos. Usaremos as ferramentas à nossa disposição para responsabilizar os carrascos do Kremlin", disse Brian Nelson, subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira.

Em 20 de agosto de 2020, Navalny ficou gravemente doente durante um voo para Moscou e o avião teve que fazer um pouso de emergência para que ele pudesse ser hospitalizado.

Segundo os Estados Unidos, o líder da oposição russa teria sido envenenado pelo FSB com novichok, um agente nervoso desenvolvido pela União Soviética e usado apenas pelas autoridades russas.

Os EUA garantem que Navalny foi seguido por agentes do FSB durante as visitas que realizou nas cidades de Tomsk e Omsk, na Rússia, onde invadiram seu hotel, impregnaram seus pertences com veneno e tentaram apagar qualquer vestígio de evidência.

Alexandrov, Kudryavtsev, Osipov e Panyaev pertencem ao Instituto Forense do FSB, um laboratório fundado durante a era soviética e sancionado pelos Estados Unidos desde 2021.

Navalny foi condenado a 19 anos de prisão no último dia 4 de agosto por extremismo, em represália por denunciar a corrupção das mais altas esferas do poder russo, de forma que, considerando-se uma condenação anterior, o inimigo número 1 do Kremlin não verá a luz do dia até 2050.

No mesmo dia da condenação, os Estados Unidos exigiram a libertação "imediata" do líder opositor russo e qualificaram a sentença como "injusta".

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