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O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, em um painel organizado pelo Banco Latino-Americano de Desenvolvimento-CAF em Washington (EUA), no mês de junho
O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, em um painel organizado pelo Banco Latino-Americano de Desenvolvimento-CAF em Washington (EUA), no mês de junho| Foto: EFE/Lênin Nolly

Os Estados Unidos ainda "não estão prontos" para restabelecer relações diplomáticas com a Venezuela, apesar do processo de aproximação que está sendo levado a cabo pelos dois países e da decisão do governo presidido por Joe Biden, na quarta-feira (18), de suspender certas sanções aplicadas contra o regime de Nicolás Maduro.

Assim afirmou nesta quinta-feira (19), em entrevista coletiva virtual, o secretário de Estado adjunto dos EUA para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols.

"Estamos considerando o convite para visitar [o diplomata americano] Francisco Palmieri, mas penso que não estamos prontos para definir a possibilidade de uma mudança nas relações diplomáticas até mais tarde no processo de transição democrática", disse Nichols.

Venezuela e Estados Unidos têm relações diplomáticas rompidas desde 2019. Maduro disse na quarta-feira que espera receber "em breve" a visita do diplomata americano Francisco Palmieri, nomeado chefe de missão do Departamento de Estado dos EUA para a Venezuela, com base em Bogotá.

Em entrevista à Agência Efe, o principal assessor de Biden para a América Latina, Juan González, explicou que a viagem ainda não está definida, mas garantiu que "há interesse" em que Palmieri vá a Caracas, capital da Venezuela, para "falar com representantes de Nicolás Maduro" e da oposição, e que estará "dentro do país para apoiar a via eleitoral".

A fala de Nichols surge um dia depois de os Estados Unidos terem anunciado, na quarta-feira, uma suspensão de seis meses das sanções contra o petróleo e o gás da Venezuela, após o regime de Maduro e a opositora Plataforma Unitária terem assinado, em Barbados, um acordo de garantias para que haja eleições presidenciais do segundo semestre de 2024, que inclui a observação eleitoral.

A suspensão das sanções será temporária e os Estados Unidos avisaram que vão voltar atrás na sua palavra se a Venezuela não "seguir a rota eleitoral acordada". Uma situação que Nichols espera não ver.

"Estamos vendo ações positivas de ambos os lados e espero que não chegue a esse ponto. Estou confiante de que ambas as partes darão passos positivos no sentido da realização de eleições e de uma melhor situação democrática na Venezuela, bem como de uma relação econômica mais normal entre os EUA e a Venezuela que beneficie ambos os povos e a região no seu conjunto", afirmou.

Para os EUA, a política de sanções "sempre foi uma forma de promover mudanças positivas" e a gestão de Biden está "otimista" em relação ao futuro da Venezuela graças a este "caminho para eleições competitivas e transparentes".

Essa suspensão das sanções foi anunciada no mesmo dia em que começaram os voos de deportação entre os EUA e a Venezuela, mais um sinal de cooperação entre os dois países.

Também presente na coletiva de Nichols estava Luis Miranda, vice-secretário adjunto para as comunicações no Departamento de Segurança Nacional, que disse que 127 pessoas deixaram os Estados Unidos ontem, 104 homens e 23 mulheres.

"Estamos expulsando os venezuelanos que entraram nos Estados Unidos de forma irregular e que foi determinado que não têm base legal para permanecer nos Estados Unidos", disse Miranda, que garantiu que estes voos vão continuar a partir de agora.

"Repatriamos mais de 300 mil pessoas desde 11 de maio. Isso inclui venezuelanos e vamos continuar nos próximos dias, haverá mais voos", complementou, sem dar detalhes sobre o número de pessoas que serão afetadas.

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