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Papa Francisco e Javier Milei se encontraram neste domingo (11) no Vaticano
Papa Francisco e Javier Milei se encontraram neste domingo (11) no Vaticano| Foto: EFE/EPA/VATICAN MEDIA

O papa Francisco e o presidente da Argentina, Javier Milei, se cumprimentaram e se abraçaram neste domingo (11), após a canonização da primeira santa argentina.

O encontro representa uma espécie de fim de um clima da época eleitoral, na qual o agora mandatário argentino fez duras críticas ao pontífice, chamando-o, por exemplo, de "representante do maligno na Terra".

Terminada a Eucaristia na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o pontífice foi levado em uma cadeira de rodas, por causa de seus problemas nos joelhos, até o local onde o político havia acompanhado a missa, à sua direita, na primeira fila.

Nesse momento, Milei apertou a mão do líder religioso e lhe deu um abraço. Os dois conversaram por alguns momentos, rindo.

Abraço entre Milei e o Papa

Esse encontro entre o pontífice latino-americano e o presidente argentino gerou grande expectativa devido aos ataques de Milei durante a campanha eleitoral.

No entanto, os ataques já haviam diminuído desde que ele chegou à Casa Rosada, em dezembro do ano passado. No sábado (10), em entrevista à rádio "Mitre", Milei expressou sua disposição de manter "um diálogo muito frutífero" com o papa, que ele agora vê como "o argentino mais importante da história".

O pontífice, por sua vez, sempre minimizou a importância das palavras do político e, inclusive, telefonou para ele para parabenizá-lo por sua vitória eleitoral.

Nesta segunda-feira (12), a partir das 9h (5h em Brasília), o papa Francisco receberá Milei no Palácio Apostólico em uma audiência a portas fechadas.

Conforme adiantou o presidente, estarão à mesa, entre outros assuntos, a possível viagem do papa ao seu país natal, para onde não voltou desde o início do seu papado, em 2013.

Primeira santa argenina

Na Basílica de São Pedro, o papa Francisco presidiu neste domingo a canonização de María Antonia de San José de Paz y Figueroa, conhecida como Mama Antula.

Em sua homilia lembrou a passagem em que Jesus curou um leproso, uma representação dos marginalizados modernos.

"Quantas pessoas sofredoras encontramos nas calçadas de nossas cidades, e quantos medos, preconceitos e inconsistências, mesmo entre aqueles que acreditam e professam ser cristãos, contribuem para feri-las ainda mais! Também em nosso tempo, há tanta marginalização, há barreiras a serem derrubadas, 'lepra' a ser curada", disse ele.

Nesse sentido, fez um apelo para "tocar" as pessoas que sofrem e não "reduzir o mundo aos recintos de nosso 'bem-estar'".

"Nestes casos, sejamos cuidadosos, porque o diagnóstico é claro: é a 'lepra da alma'; uma doença que nos torna insensíveis ao amor, à compaixão, que nos destrói através da "gangrena" do egoísmo, do preconceito, da indiferença e da intolerância", advertiu.

Poucos minutos antes, o pontífice havia pronunciado a fórmula em latim com a qual elevou aos altares Mama Antula, reconhecida por seu árduo trabalho social e religioso nas terras da Argentina no século XVIII, antes da independência.

Ele também a agradeceu por seu trabalho para manter vivo o legado da Companhia de Jesus, à qual o próprio papa pertence, após sua expulsão da Coroa espanhola por ordem do rei Carlos III.

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