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Na TV, campanha de Bolsonaro critica Lula por posicionamento sobre o aborto
Campanha de Bolsonaro mostra declaração de Lula feita em abril deste ano em que o petista defendeu a liberação do aborto no Brasil| Foto: Reprodução

Em inserção veiculada na TV nesta quinta-feira (8), a campanha de Jair Bolsonaro (PL) critica Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por seu posicionamento sobre o aborto. O vídeo mostra, inicialmente, trecho de um discurso de Madre Teresa de Calcutá condenando o aborto. Em seguida, exibe uma declaração de Lula feita em abril deste ano, em que o petista se manifesta favoravelmente à liberação da prática no Brasil:

“E a madame, ela pode fazer um aborto em Paris. Aqui no Brasil ela não faz porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito”, afirma o ex-presidente. A fala de Lula ocorreu durante o debate "Brasil-Alemanha – União Europeia: desafios progressistas – parcerias estratégicas", realizado pela Fundação Perseu Abramo, ligada do Partido dos Trabalhadores (PT), e a Fundação Friedrich Ebert, uma entidade alemã.

A inserção da campanha de Bolsonaro mostra, posteriormente, outra declaração de Lula no mesmo evento a respeito de temas caros a conservadores. “Essa pauta da família, a pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada”.

Lula retirou menção ao aborto em plano de governo

No início de junho, um esboço do plano de governo da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) mencionava que o Estado deveria garantir às mulheres "direitos sexuais e reprodutivos". A expressão "direitos sexuais e reprodutivos" costuma ser usada como uma referência indireta à defesa do aborto. Na versão definitiva, entretanto, o trecho foi excluído, assim como outros, como o que mencionava a revogação da reforma trabalhista. O petista, no entanto, acumula uma série de declarações dadas em anos anteriores em que se manifesta favorável à liberação do aborto no país.

Nas últimas semanas, Lula e Bolsonaro têm travado uma batalha pela conquista de votos de eleitores cristãos. Recentemente, o candidato petista criticou o apoio de lideranças evangélicas ao presidente da República e disse que não disputaria “voto religioso”. Porém um dia depois sua campanha divulgou uma série de perfis nas redes sociais e sites criados para angariar votos de evangélicos. Já Bolsonaro tem intensificado a presença em celebrações religiosas, tanto missas quanto cultos, e reforçado, em discursos, que seu governo é comprometido com pautas conservadoras, a exemplo da contrariedade ao aborto, à legalização das drogas e à ideologia de gênero.

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