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A atriz colombiana Sofía Vergara interpreta uma “madame do tráfico” em “Griselda”
A atriz colombiana Sofía Vergara interpreta uma “madame do tráfico” em “Griselda”| Foto: Netflix/Divulgação

Nem parece, mas já faz nove anos que a série Narcos, baseada na história de Pablo Escobar, tornou-se febre mundial e atraiu muita gente para o streaming da Netflix. Com três temporadas, a saga do narcotraficante foi encerrada com um desfecho merecido: ele foi capturado e morto. Agora, Eric Newman, um dos produtores daquele sucesso, uniu-se à experiente atriz colombiana Sofía Vergara e levou para a mesma plataforma a história da “madrinha da cocaína”, Griselda Blanco.

Assim como no seriado predecessor, os seis episódios de Griselda se baseiam na história real da figura principal, mas tomando algumas liberdades com o roteiro para gerar bons momentos de drama. O espectador acompanha um período específico da vida da criminosa, entre 1978 e 1981: quando ela pega os filhos e abandona a então perigosa Medellín, na Colômbia, para começar uma nova vida em Miami, nos Estados Unidos. Em vez de se afastar para valer do crime, Griselda usa suas conexões para estabelecer uma rota de drogas entre os dois lugares.

Como era de se esperar, o roteiro vai se desenvolvendo com uma série de contratempos, tiroteios e vinganças, assim como em Narcos. A grande sacada é que a produção não tenta glorificar a criminosa, mas sim mostrar como sua paranoia e sede por poder viram sua ruína, impactando quem ela mais queria proteger.

Mesmo que não seja nada parecida com a Griselda real, a atriz Sofía Vergara está incrível no papel (sem trocadilho). Para quem não se lembra, ela ficou famosa como a caricata mãe latina da comédia Modern Family. Na nova minissérie, Sofía, hoje com 51 anos, justifica as quatro indicações que já teve ao Emmy e emplaca uma atuação brilhante (mais uma vez, sem trocadilho), em um trabalho mais sério, saindo da posição de coadjuvante.

Vale dizer que Escobar não aparece em Griselda, mas o enredo ajuda a explicar como o notório meliante se aproveitou do trabalho “bem-feito” da tal “madrinha da cocaína”. Se você sente falta de Narcos, a produção com Sofía Vergara servirá para matar a saudade e complementar o universo audiovisual do narcotráfico na Colômbia. Mas a série também funciona muito bem isoladamente.

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